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segunda-feira, 25 de julho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Flores em vida (Paulo César Baruk)

Fazia muito tempo que não era tocado por uma música!!!

De flores em vida em quanto é dia... não se martirize por conta do seu passado não se pode alcança-lo, de um modo ou de outro desconsideramos que a unica coisa que temos é esse MOMENTO, o AGORA!



terça-feira, 24 de maio de 2011

Casos de pastores evangélicos pedófilos

Entre tantas bobagens e inutilidades que posto nesse blog, algo sei que faço de importante, contribuo de maneira simples alertando contra pedofilia. E pra quem achava que só os padres estavam fazendo a farra sozinhos, hehe se enganou!!! Tem uma galera de Pastores participando da orgia.
Por isso eu digo (sem generalizar é claro) que: Melhor lugar pra ensinar criança é em casa abraçadas pelo calor do amor familiar, colo bom é colo da pai/mãe e não de "pastores ungidos" ou "padres" mal intencionados, eu penso que ao invés de deixar crianças trancadas numa salinha ouvindo alguém dizer que é preciso fazer o que o pastor mandar, é melhor deixa-las livres e amparadas pelo cuidado genuíno do AMOR!
E quem se ofender com meu texto, recomendo que procure ajuda psicológica!
E quem souber de casos de pedofilia disque 100

Veja também: Padres pedófilos.

Polícia prende pastor acusado de abusar de meninas a mando de Deus. maio de 2011

Polícia de Goiás prende pastor acusado de abusar de neta de 15 anos. abril de 2011

Pastor que levou menina a motel diz que só aceita o julgamento de Deus. março de 2011

Jornalista diz que James Dean quando criança foi abusado por um pastor. março de 2011

Pastor foragido tinha em casa armas ilegais e fotos de pedofilia. março de 2011

Polícia indicia pastor sob a acusação de abusar de oito adolescentes. março de 2011

Pregador da Testemunhas de Jeová confessa ter abusado de garoto. março de 2011

Polícia de SP pega pastor de Minas condenado por abusos sexuais. março de 2011

Polícia prende pastor pentecostal sob acusação de estupro de crianças. fevereiro de 2011

Justiça manda prender pastor acusado de abusar de filha de fiel. janeiro de 2011

Juiz condena pastor que abusou de uma criança ‘serva de Deus’. novembro de 2010

Preso outro pastor no Rio sob a acusação de pedofilia. agosto de 2010

Polícia prende pastor que engravidou adolescentes ‘escolhidas por Deus’julho de 2010

Pastor abusava de meninas em sessão de “cura interior”junho de 2010

Pastor é preso sob a acusação de pedofilia. junho de 2010

Pastor da Universal é pego com garota seminua de 13 anosmaio de 2010

Pastor americano é condenado a 175 anos de prisão por pedofilia. julho de 2009

Pastor engravida menina e afirma: “Foi promessa de Deus”junho de 2009

Diácono de igreja evangélica é preso por estupromarço de 2009

Condenado por estupro, pastor Sardinha diz estar feliz na cadeiafevereiro de 2009

Pastor da Iurd que matou menino vai para prisão semi-abertadezembro de 2008

Condenado o pastor que estuprou garota em nome de Jesusnovembro de 2008

Pastor evangélico é preso sob a acusação de ser pedófilosetembro de 2008

Pastor é preso quando fazia sexo oral com adolescente. julho de 2008.


Vi lá no charlezine

sábado, 16 de abril de 2011

Perdi a Fé

Até o presente momento não tive o prazer de conhecer Ricardo Gondim, mas tenho amizade com um mano que faz parte da comunidade onde ele prega. E o pouco que sei de Gondim vem da vitualidade, do boca-boca, e etc...
Sabendo da "influência" e admiração, (e do aspecto admirador nesse me incluo), sobre qual ele tem sobre muitas pessoas, fico feliz ao perceber, como no texto que segue abaixo, que ele esta trilhando pra um CAMINHO de verdade, e tomara Deus que ele consiga, amém!

Por Ricardo Gondim "Perdi a Fé"

Sentado na quarta fileira de um auditório superlotado, eu ouvia um renomado orador cativar mais de mil pessoas com sua oratória carismática. Na contramão do frenesi provocado por ele eu repetia para mim mesmo: "Não, não posso negar, já não comungo com os mesmos pressupostos deste senhor". Aliás, parece que ultimamente vivo em controvérsias, tanto pelo que escuto quanto pelo que falo. Algumas pessoas me perguntam se provoco polêmica para fazer tipo. Outros querem saber se sei aonde quero chegar. Respondo: - Estou mais certo dos caminhos que não quero trilhar.

Muito de minhas controvérsias surgiram porque eu me recuso a escamotear dúvidas com cinismo. Fujo de tornar-me inconseqüente nas declarações que possa fazer a respeito de Deus e da fé. Receio perpetuar uma espiritualidade desconectada da vida.

Reconheço, algumas intuições sobre teologia ainda estão verdes. Mas, nem sei se quero que elas amadureçam. O pouco de sentido que me fazem basta para que eu me ponha a garimpar a verdade. E isso é bom. Há um fluxo que me faz abandonar certas pedras onde outrora tomei pé. O que abandonei?
1. Não consigo mais acreditar no Deus inativo, que carece de preces "verdadeiras" para mover-se. Uma frase que não faz nenhum sentido para mim? "Oração move o braço de Deus".

2. Não consigo mais acreditar que os milagres de Deus sejam prêmios que privilegiam poucos. Não consigo entender que Deus se comporte como um "intervencionista" de micro realidades, deixando exércitos de ditadores “correrem frouxos". Inquieta-me saber que Deus tenha uma "vontade permissiva" para multinacionais lucrarem com remédios que poderiam salvar vidas. Não aceito que haja uma razão eterna para que governos corruptos atolem os mais pobres na mais abjeta miséria.

3. Não consigo mais acreditar que Deus, mantendo o controle absoluto de tudo o que acontece no universo, tenha sujado as mãos com Aushwitz, Ruanda, Darfur, Iraque e outras hecatombes humanas. Não aceito que ele, parecido com um tapeceiro, precisa dar nós malditos do lado de cá da história enquanto, do outro lado, na eternidade, faz tudo perfeito. Qual o propósito de Deus ao “permitir” que crianças sejam mortas pela loucura de um atirador ou que uma menina esteja paraplégica com bala perdida?

4. Não consigo mais acreditar que a função primordial da religião seja acessar o sobrenatural para tornar a vida menos sofrida. Os cristãos, em sua grande maioria, tentam fazer da religião um meio de controlar o futuro; praticam uma fé preventiva, pois aceitam como verdade que os verdadeiros adoradores conseguem se antecipar aos percalços da vida; afirmam que os ungidos sabem prever e anular possíveis acidentes, doenças, ou quaisquer outros problemas existenciais do futuro. Creio que a verdadeira fé não foge da lida, mas encara o drama de viver com coragem.

5. Não consigo mais acreditar em determinismo, mesmo chamado por qualquer nome: fatalismo, carma, destino, oráculo. Depois de ler e reler o Eclesiastes, parei de acreditar que o cosmo funcione como um relógio de quartzo. Acredito que Deus criou o mundo com espaço para a contingência.  Sem esse espaço não seria possível a liberdade humana. Creio que no meio do caminho entre determinismo e absoluta casualidade resida o arbítrio humano. Entendo que liberdade  é vocação: homens e mulheres acolhendo o intento do Criador para que a história e o porvir sejam construídos responsavelmente.
Reconheço que posso assustar na teimosia de importar do mundo do rock para dentro da espiritualidade o significado de “metamorfose ambulante". Nessa constante fluidez, a verdade pode ser simples, mas nunca deixará de ser perigosa. A  senda sulcada da verdade foi sulcada por muitos, entre os passos, porém, percebo a marca das sandálias do meu Senhor. E só isso basta para eu prosseguir.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Deputado federal diz no Twitter que “africanos descendem de ancestral amaldiçoado”


O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou em sua página no Twitter, que os africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousa maldições como o paganismo, misérias, doenças e a fome.

“Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”, diz a mensagem postada no perfil do deputado –após a reportagem contatar assessoria de Feliciano, a mensagem foi apagada (veja a reprodução na imagem acima).

Na sequência, Feliciano, que é pastor evangélico e empresário, afirma: “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…”

Antes, o pastor evangélico disse que a maldição sobre a África supostamente provém do “1º ato de homossexualismo da história”. “Sendo possivelmente o 1o. Ato de homossexualismo da história. A maldição de Noé sobre canaã toca seus descendentes diretos, os africanos”, afirmou também.

Em entrevista por telefone, Feliciano disse que as mensagens foram publicadas por assessores, sem a sua aprovação. O parlamentar afirmou também que não considera as mensagens racistas. “Não foi racista. É uma questão teológica”, disse. “O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vodu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África”, acrescentou.

Hoje, quase 20h depois das declarações, o deputado negou ser racista também no Twitter. “Tenho raízes negras como todos os brasileiros. Bem como dos índios e também europeus! Rejeito essas calunias infames! Aqui não seus desalmados”, disse Feliciano.

Marco Feliciano foi eleito deputado federal nas eleições do ano passado, com mais de 211 mil votos, e diz ter 30 mil seguidores no Twitter. “Sou afrodescendente, meu nariz é largo, meu cabelo é crespo. Tenho apoio do líder do movimento dos negros, pastor Albert Silva, de São Paulo”, defendeu-se.

No perfil do deputado no Twitter, há também várias mensagens direcionadas a homossexuais. O deputado afirma que vários internautas da comunidade gay o perseguem e convoca os “cristãos” a despejarem mensagens nas páginas de seus críticos. Em seguida, o parlamentar listou uma série de usuários do Twitter que supostamente o atacam.
 
Fonte: UOL Via: Pavablog

segunda-feira, 21 de março de 2011

Gozamos juntos mas nunca fizemos amor

 Gozamos juntos mas nunca fizemos amor

As instituições não sabem fazer amor. Gozam e fazem gozar, mas sem laços afetivos. E sexo casual é muito bom, mas só pra quem não confunde as coisas. Algumas instituições iniciam relações com as melhores intenções e os mais belos discursos. São formalizadas pelos mais bem intencionados líderes. Mas a longo prazo, também estas criarão vida própria e não admitirão qualquer sinal de invasão ao seu espaço.


Note-se a distância entre os ideais reformadores e sua atual prática. Os próprios princípios batistas se tornaram meramente retóricos. Qualquer dia, algum desses engravatados mobiliza uma quadrilha de ovelhas e decide, democraticamente em Assembléia, acabar com a democracia batista. Não duvide! Conforme disse Rubem Alves, os protestantes precisaram daquele discurso de liberdade de crença e expressão naquele momento, depois, o discurso se tornou inconveniente.
Note-se a distância entre o próprio movimento de Jesus no primeiro século e o cristianismo, a posteriori. Jesus (reformador judeu e não um cristão, como muitos pensam) nunca excluiu ninguém (nem mesmo Judas) da mesa. Lavou os pés do Outro, lhe ofereceu a outra face, tocou sua lepra. Depois de engaiolar e monopolizar o Espírito Santo, o cristianismo (mais Paulino que evangélico) restringiu a Ceia. E ao Outro, ao invés de água para os pés, ofereceu perseguição, exclusão, cruzadas, intolerância, ódio e rancor.
Não acredito mais na instituição religiosa. Não acredito mais na igreja-instituição. Mas acredito no poder do Espírito que a todos os limites e fronteiras, transcende impetuoso, maravilhoso, soberano, autônomo e belo. Acredito no poder de sua voz aos corações daqueles que nem estão no monte nem no templo. Acredito na voz do Christos reivindicando subversão à ordem tão desigual, injusta e hostil à alteridade.
Mas acho que, de tempos em tempos, alguns cristãos deixam de ser cristãos ao ouvirem e atenderem à não-cristã voz de Cristo. Voz quase silenciada pelo poder do eclesial anticristo, que pôs palavras na boca do Filho do homem, tirando e distorcendo tantas outras; que lhe dicotomizou o discurso; que lhe anglosaxonizou a cultura; que lhe negou o romance erótico, madaleno; que lhe branqueou a pele; desalcoolizou-lhe o vinho; que lhe restringiu a salvação.


Já fui católico, luterano, pentecostal e batista. Já acreditei, fui desapontado e desapontei. Desacreditei de quase tudo. A duras penas, porém, recuperei e guardei a fé. Precisei desacreditar de algumas coisas para conseguir continuar acreditando em outras. Já não quero algumas crenças, já não quero algumas práticas, já não quero algumas posturas, já não quero alguns rótulos. Já não quero mais um monte de coisas.
Diversos sociólogos contemporâneos têm falado sobre como os sujeitos modernos têm se descomprometido com as instituições religiosas: individualização da experiência religiosa, trânsito religioso, secularização, infidelidade identitária etc. Mas essa é somente uma resposta tardia de uma humanidade que cansou dessa relação desigual e encontrou novo amor. O descomprometimento com a religião decorre do descomprometimento da religião. Sempre foi sexo, nada mais.
Recentemente afastado do quadro docente do Seminário Batista de Alagoas, onde lecionava História do Cristianismo, por ser considerado “muito liberal”, me satisfaço com a insatisfação institucional, afinal, eu e a instituição religiosa já gozamos juntos inúmeras vezes, mas nunca fizemos amor.
 
Fonte: Jeyson Rodrigues  Via: Pavablog

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deus nos livre de um Brasil evangélico

Olá galera..... 

Segue uma belo texto escrito por Ricardo Gondim, quero dizer que concordo com cada palavra descrita, mas como Ricardo, eu tmabém deixo muito claro! Não sou contra o Evangelho, mas sou contra sim, a esse movimento preconceituso e que gira na contra mão dos ensinamentos do MESTRE.

Texto:


Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar “crente”, com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadú? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?
Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.






sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A igreja quebra galho da Videira

Jesus disse que Ele está para nós assim como a Videira está para os ramos.

Sem videira todo ramo é pedaço de pau e somente isto.

Sim! É madeira morta, boa para ser queimada.

Os cristãos, no entanto, foram enganados e deixaram-se enganar, pois, desde que se determinou que "fora da igreja não há salvação", que a Videira passou a ser a "igreja", e, também, desde então, o Agricultor, que, segundo Jesus é o Pai, entre os cristãos é o Pastor, ou, em alguns grupos, o Corpo de Doutrina pelo qual se faz a "poda" de membros.

Assim, para o crente, "permanecer em Jesus", [João 15], é permanecer firme na "igreja", freqüentando, participando e se submetendo a tudo.

Do mesmo modo, "dar fruto", segundo os crentes e suas emoções condicionadas por anos de engano religioso, é evangelismo como programa, é acampamento como devoção, é célula de crescimento, é cantar no grupo de louvor, é ir à reunião de oração, e, sobretudo, é dar o dízimo em dia.

E o mandamento de amar uns aos outros é algo que os crentes entendem como amar os que são iguais a eles enquanto os tais não ficarem diferentes. Nesse dia eles viram desviados.

Ainda no mesmo andar de engano, os crentes pensam que "ser lançado fora" da Videira é ser disciplinado pelo Agricultor Pastoral ou pelo Conselho de Agricultura que aplica o Corpo de Doutrinas disciplinadoras e excludentes, aos quais supostamente não se equivocam ao separar o joio do trigo no campo do mundo-igreja.

Ser “amigo de Jesus” [João 15], para os crentes é estar em dia com a doutrina, o dizimo e a freqüência.

Assim, para a maioria dos crentes, emocionalmente, é assim que João 15 é sentido e praticado.

Ora, o resultado é o desastre cristão desses quase dois mil anos!

De fato, a religião cristã é um estelionato espiritual, pois, chama para si, como se fora Deus, aquilo que é de Deus e somente passível de realização Nele.

O que Jesus dizia era tão simples.

O que Ele dizia é apenas isto:

Absorvam a minha Palavra; o meu ensino; e o pratiquem com amor por mim e por todo ser humano. Se vocês sempre crerem que a Vida de vocês está em mim e vem da obediência ao mandamento do amor, então, vocês serão meus amigos; e, assim, toda a verdade de minha Palavra será fato e bem na vida de vocês. Mas, sem mim, sem vida em meu amor, sem absorção do Evangelho no coração, por mais que vocês tentem viver e buscar o bem, de fato vocês serão apenas como galhos soltos, secos e mortos; existindo sob o engano de que existe vida em vocês, quando, de fato, pela própria presunção de vocês, estarão mortos sem o saberem.

O resto a História do Cristianismo nos conta!


Caio

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

POR QUE JESUS MANDOU PREGAR?


Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?
Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.
Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.
Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.
O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.
Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.
Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.
O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.
Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.
É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.
É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.
É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.
Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.
Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.
Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.
O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.
É simples assim.
O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.
Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.
É ou não é?
Caio