quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O BELO E FEIO, ESTA NOS OLHOS DE QUEM VÊ.



Em um dos ensinamentos de Jesus, ele ensinou que, os olhos são a candeia para o corpo. Andei pensando nisso, e comecei a matutar um pouquinho a respeito, e os convido a refletir comigo.

Tenho pra mim, que, Jesus não estava falando dos olhos físicos, ou só dos olhos físicos, por assim entender, digo isto porque tenho convicção de que um cego, enxergar tanto quanto quem enxerga. Jesus sempre nos levou a olhar pra dentro da nossa alma, pra nossa consciência, por tanto os olhos em que ele se referiu é aquele que despacha pra dentro de nós, significados bons ou infaustos.
Jesus deixa claro que, nossa “luz” ou a falta dela, esta justamente na maneira em que nossos olhos vêem as coisas, “se teus olhos forem bons, todo seu corpo terá luz”, porém, “se teus olhos forem maus, todo teu corpo será tenebroso”.
Por isso, coloquei como tema para esta meditação, “O BELO E O FEIO, ESTA NOS OLHOS DE QUEM VÊ”. Sim! Não se trata de como enxergamos o exterior, visto que o que vemos é o que é e ponto.

A questão não é o que vemos, mas sim, como enxergamos o que vemos, ou melhor como traduzimos o que estamos vendo. Digo isto por viver experiências assim, de estar em um mesmo local, mesmo ambiente, com outra pessoa, e simplesmente, ou complexamente, enxergar diferente, no que diz respeito á tradução do que olhamos. Todos nós enxergamos as mesmas coisas, porém as traduções daquilo que vemos, é totalmente individual, ainda que concordemos, em alguns pontos de vistas, ainda assim, teremos pontos diferentes, o que é belo pra um, é feio pra outro.
Não sou psicanalista, e muito menos, um evangélico-crente-conselheiro, só penso que é exatamente isso que Jesus quis nos ensinar, ou melhor, ELE quer!

Os problemas, doenças, pobreza, guerras, separações, e entre outras coisas de ruins, que acontecem a todo tempo, e em todo lugar, nunca vão acabar, até lamento dizer que pelo pouco que sei, ou melhor por quase nada que sei, as coisas vão piorar. Mas seremos, ou será afetado aquele que através da sua candeia, os olhos, traduzem pra dentro de si, todo julgo urbano, e os lixos que a mídia e a religião querem impor sobre as pessoas.

Quero fazer a você um doce convite, mas antes quero dizer algo muito breve, sobre mim. Tenho já algum tempo tomado medicamentos para controlar a ansiedade, as vezes tenho sérios ataques de síndrome do pânico, a quem diz que estou endemoniado (risos). Mas tenho estado muito melhor, ou quem sabe já não encontrei o caminho da cura, visto que decidi, diante dos meus assombros, traduzir pra dentro de mim algo diferente, do que o medo, ou a mídia, as línguas cheias de frustrações, e amargas intenções-opiniões, resolvi colocar um basta nos olhares pagãos das religiões, e resolvi olhar e ler, porque ELE disse, que sou, e somos capazes de entender, sem mais deixar que o, “aurelio-gospel” traduza pra dentro de nós o que eles querem que enxerguemos.

Ínsito no doce convite! Os convido a acender a candeia e enxergar, o que vai trazer luz para seu corpo-alma-espirito. Enxergue os intempéries da vida, como transitório e passageiro, enxergue que por mais que digam: Não a vida. Responda pra dentro de você, NELE sempre terei vida, ainda que lhe tomem tudo, enxergue que, a vida não se consiste no ter, mas na força de poder recomeçar e fazer, e SER! Enxergue que, todos somos iguais, e sendo assim enxergue que erramos tanto quanto, quem achamos que erre mais.

Olhe pra você, e enxergue que a sua luz esta exatamente na sua ótica de enxergar, e que não é o que você vê, mas como você vê.
Lembre-se, ELE disse se seus olhos forem bons, todo seu corpo terá luz.

Eu, que vou olhando da melhor forma possível.

Rogério Alexandrino.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O TAPECEIRO


Amigos, postei uma boa musia, Poesia na boca de um bom cantor, vale apena ouvir.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

UM DESEJO SEM SOLUÇÃO, A MORTE. DE UM JEITO NELA!


Se cuidar, ir ao médico, ter preocupações com as ocorrências e avisos, que nosso corpo nos fornece, é amor próprio, isso é bom e totalmente valido, queira eu, que isso se tornasse mais freqüente entre os terráqueos, pelo menos assim evitaria muitos sofrimentos evitáveis. Mas o problema, de grande parcela dos seres-humanos é não aceitar, ou pior querer dar um jeito no inevitável, é querer prolongar o que é impossível, a MORTE. Sim! Impossível, inevitável, implacável, certa, absoluta, parece que eu estou escrevendo de coisas que ninguém sabe, todos sabem de tais atributos que descrevi a respeito da tão horripilante palavra morte. Porém as pessoas se comportam como se pudessem evitá-la, e confesso eu me comporto assim, nos comportamos de forma inútil, impúnhamos esforços em algo sem solução, os cuidados com saúde não podem livrá-lo da experiência e encontro com o sucumbir da matéria humana. Então quero remetê-lo a uma reflexão, que eu mesmo tenho tido. Já que a morte é certa, e implacável, faço uma pergunta, pra mim e pra você, e a vida? É meu amigo(a) existe a vida, diferente da intolerância da morte, a vida é totalmente ao inverso, mas o paradoxo é que a vida é improvável no que diz respeito a tempo e espaço, por causa da morte, porém o imprevisto da vida, assim como da morte não cabe a nós, o que nos cabe é morrer, e viver. Mas tenho me sugerido, e se me permite sugerir a você também, vivamos a vida com vida, a uma grande diferença entre ir vivendo, e viver a vida. Enquanto não se pode dar jeito na morte, pode se dar jeito no modo que, vivemos nossas vidas. Não! Absolutamente não! Longe de mim, querer eleger o que você deve e não deve fazer pra viver a sua vida com vida, individualmente sabemos o que é bom, e o que realmente nos traz felicidade, mas o resultado de uma vida melhor após a nossa morte, é o resultado de como vivemos nessa vida, já que a morte não é morte, caramba parece confuso morreremos ou não? Moreremos se não vivermos, acredite! Porém se não acreditar viva, fazendo o que te faz, viver com abundancia de felicidade. Eleja o que realmente importa, se desfaça de tudo aquilo que, tem trazido confusão e coisas sem solução, se apegue a tudo que é bom, tenha como companhia pessoas positivas e de opiniões construtivas. A vida de ontem morreu, sim! Não se pode viver o ontem, o ontem só servirá de boas ou más recordações, e se o ontem tem lhe servido de más recordações, tranqüilize o ontem morreu, e com a morte do ontem todas as más lembranças, as lembranças ruins só vai viver se você der vida ilusória a elas, fora isso, só serão lembranças mortas.

Mas o que faremos com a vida de amanhã, só dormindo ou velando a noite pra saber se chegaremos lá, se atenha a vida hoje, agora, nesse instante.

Nossos projetos, e desejos materialistas é um problema nosso. Jesus só tem interesse que com, ou, sem, projeto Ele quer que vivamos a vida em abundancia N’Ele. Vida em abundancia que Jesus, disse não tem nada haver com, as Mercedes, BMW, e suntuosas mansões, e gordos salários, e outras coisas do gênero, você acha mesmo que o diabo quer roubar carros e casas? Não! Ele quer roubar a nossa vida, gente vida é a alegria da alma, é a satisfação do coração, é amor próprio, é amor ao próximo, e quando eu, e você viver assim, amamos a Deus acima de todas as coisas.

Eu, que só tenho a certeza do agora, vou tentando me livrar na inútil preocupação com a morte. Um brinde a vida!

Rogério Alexandrino.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A igreja quebra galho da Videira

Jesus disse que Ele está para nós assim como a Videira está para os ramos.

Sem videira todo ramo é pedaço de pau e somente isto.

Sim! É madeira morta, boa para ser queimada.

Os cristãos, no entanto, foram enganados e deixaram-se enganar, pois, desde que se determinou que "fora da igreja não há salvação", que a Videira passou a ser a "igreja", e, também, desde então, o Agricultor, que, segundo Jesus é o Pai, entre os cristãos é o Pastor, ou, em alguns grupos, o Corpo de Doutrina pelo qual se faz a "poda" de membros.

Assim, para o crente, "permanecer em Jesus", [João 15], é permanecer firme na "igreja", freqüentando, participando e se submetendo a tudo.

Do mesmo modo, "dar fruto", segundo os crentes e suas emoções condicionadas por anos de engano religioso, é evangelismo como programa, é acampamento como devoção, é célula de crescimento, é cantar no grupo de louvor, é ir à reunião de oração, e, sobretudo, é dar o dízimo em dia.

E o mandamento de amar uns aos outros é algo que os crentes entendem como amar os que são iguais a eles enquanto os tais não ficarem diferentes. Nesse dia eles viram desviados.

Ainda no mesmo andar de engano, os crentes pensam que "ser lançado fora" da Videira é ser disciplinado pelo Agricultor Pastoral ou pelo Conselho de Agricultura que aplica o Corpo de Doutrinas disciplinadoras e excludentes, aos quais supostamente não se equivocam ao separar o joio do trigo no campo do mundo-igreja.

Ser “amigo de Jesus” [João 15], para os crentes é estar em dia com a doutrina, o dizimo e a freqüência.

Assim, para a maioria dos crentes, emocionalmente, é assim que João 15 é sentido e praticado.

Ora, o resultado é o desastre cristão desses quase dois mil anos!

De fato, a religião cristã é um estelionato espiritual, pois, chama para si, como se fora Deus, aquilo que é de Deus e somente passível de realização Nele.

O que Jesus dizia era tão simples.

O que Ele dizia é apenas isto:

Absorvam a minha Palavra; o meu ensino; e o pratiquem com amor por mim e por todo ser humano. Se vocês sempre crerem que a Vida de vocês está em mim e vem da obediência ao mandamento do amor, então, vocês serão meus amigos; e, assim, toda a verdade de minha Palavra será fato e bem na vida de vocês. Mas, sem mim, sem vida em meu amor, sem absorção do Evangelho no coração, por mais que vocês tentem viver e buscar o bem, de fato vocês serão apenas como galhos soltos, secos e mortos; existindo sob o engano de que existe vida em vocês, quando, de fato, pela própria presunção de vocês, estarão mortos sem o saberem.

O resto a História do Cristianismo nos conta!


Caio

sábado, 20 de dezembro de 2008

Ao Amor Antigo


Ao Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Autor: Carlos Drummond de Andrade

CONDICIONADOS AO AMOR A DOIS



Estou lendo um livro que aborda situações que vivemos em nossos dias atuais sejam elas boas ou ruins, porque um dia quando éramos crianças nossas mentes fora programadas, isso é chamado de CONDICIOMENTO MENTAL, o livro não tem nada haver com a reflexão que faço neste texto, mas é interessante pensar que muitas das nossas decisões é uma programação que nossa mente processou quando éramos mais jovens ou ainda crianças, senas que assistimos como por exemplos com nossos pais, tios, avos e outras pessoas que direta ou indiretamente tinham alguma tipo de influencia em nossas vidas de forma positiva ou negativa. Quantos de nós não torcemos pro time que alguém em nossa infância nos influenciou? Muitos de nós.

Eu trabalhava em uma empresa de distribuição de remédios, e fazia três meses que tinha acabado de me casar, eu estava todo eufórico e feliz com meu casamento quando uma pessoa me disse: essa sua alegria não vai durar muito após completar um ano de casado, e continuou dizendo você me diz que maravilha vai ser o seu casamento após alguns meses, e me lembro que aquelas palavras foram ditas em um tom do mais alto nível de ironia. Essa pessoa vinha de uma separação e vivia em constantes brigas judiciais com seu ex-marido por causa de pensão alimentícia, e que agora após a separação estava morando com sua mãe que já havia passado por um divorcio quando ela ainda era uma criança. Pois bem passou se um ano e eu ainda trabalhava com essa pessoa, mas como nunca me esqueci daquelas frases ditas por ela, eu fiz questão de dizer que já se passara uma ano e meu casamento estava bem e que eu e minha esposa estávamos completamente apaixonados, ela me respondeu dizendo que mais cedo ou mais tarde a coisa ia ficar ruim.

Agora com seis anos de casado continuo eufórico e feliz com meu casamento, mas ainda ouço pessoas me alertando e dizendo coisas como do tipo, “isso passa” “é paixão” “uma hora acaba” enfim e por ai vai, e quando consigo descobrir um pouquinho da infância ou juventude dessas pessoas percebo que a mente delas foram condicionadas a pensar assim. E como pensamentos geram sentimentos e sentimos geram atitudes, elas vivem condicionadas e acreditando que é assim mesmo, e que o resto do mundo vai ser assim também!

Mas talvez você esteja se perguntando, será que esse cara tem um casamento perfeito? A resposta é não! Sou um humano casado com uma humana, e a somatória dessas duas coisas é igual á imperfeições de todos os tipos, mas aos seis anos de casado me considero um felizardo apaixonado, e tenho o prazer de ouvir ao longo desse tempo minha esposa dizer que me ama hoje mais do que ontem, e que vai me amar amanhã mais do que hoje.

E acredite se quiser minha mãe me criou e educou divorciada do meu pai, e cresci ouvindo historias que minha mãe contava sobre sua vida desgraçada que viveu em quanto casada. Mas quando cheguei ao ponto de pensar sobre casamento eu resolvi reprogramar minha mente, e decidi viver o inverso que minha mãe e meu pai haviam vividos juntos. Eu tinha uns quinze anos de idade quando me decidi que meu casamento seria pra vida toda e que jamais iria aceitar os padrões de casamento falidos existentes por ai, aos dezessete anos de idade casei-me com uma moça de dezenove anos, não foi fácil, repito não foi fácil! O inicio não foi fácil, não é fácil, e acredite não será fácil. Mas quando olho para meu relacionamento conjugal eu vejo que não me enquadro nos padrões relacionais existentes por ai, mas a quem diga: “isso uma hora acaba”, mas a quem diga “o meu no começo era assim depois...” enfim a quem diga muitas coisas negativas sobre vida conjugal, tem pessoas que já se casam na mais estúpida certeza que uma hora seu casamento vai se tornar um inferno total, a mulheres que tem certeza que serão traídas, a homens que tem certeza que vão trair porque provavelmente sua mulher não será diferente das outras e vai engordar e ficar “barangada” e não para por ai, como alguém se propõe a viver ao lado de outro com uma perspectiva de insucesso, isso se da ao fato de que essas pessoas foram condicionadas a pensar negativamente no que diz respeito a uma vida á dois.

Amigos leitores sou um rapagão que não tem experiência alguma dada pelo tempo, mas posso afirmar que o amor está além do tempo, o amor é soberano porque vem de Deus, vivo a mais bela experiência de amar e ser amado, por isso faço a você que é casado ou vai casar, seja você quem for, eu os convido a reprogramar sua mente, condicione sua mente com pensamentos positivos, deixe as influencias do seu passado de lado, viva influenciado pelas loucuras e delírios do amor.

Seja como eu, um indignado com tudo aquilo que contrário e negativo. Diga não! A todas estas estúpidas influencia que vem de todos os lados ditando as regras de como deve ser, você é quem dita as regras, você faz acontecer, você tem a senha da sua mente, leve a sua mente a pensar em coisas boas, pois seus pensamentos se tornarão sentimentos, e seus sentimentos em atitude.

Eu que vou vivendo contrariando a maioria e condicionando a minha mente todos os dias, e afirmando pra minha alma que um casal pode se amar até que a morte os separe, porque acredito do mais profundo da minha alma que o amor é o vinculo da perfeição,


Amar é saber que somos imperfeitos mas somos ajustados pelo mais simples e poderoso ato de amar.


Rogério Alexandrino



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

NÃO TENHA MEDO DO AMOR!

Não tenha medo de amar, porque a vida se consiste no simples fato de amar e ser amado. Saiba que não existe uma tese ou uma explicação de como se amar pelo fato do amor ser simples demais, o amor é impossível de ser medido pelo tamanho da sua grandeza e poder!

Rogério Alexandrino

NÃO TENHA MEDO DO AMOR!


Se sem amor nada aproveita, então, sem amor não há vida, pois, caso qualquer coisa gerasse vida, o amor seria apenas uma outra alternativa de vida como existência.
Quando Paulo disse que o amor era o caminho sobremodo excelente, ele não dizia que sem amor há um caminho de vida, ainda que inferior.
Não! Afinal, João decretou que Deus é amor, e, também, que aquele que ama conhece a Deus, e que quem não ama jamais o viu.
O amor não é romântico e nem fantasioso. O amor lida com o que é; sem ficção. Nele cabe o romance quando essa é a relação, mas suas bases são bases de verdade e realidade.
Amar é, segundo Jesus, uma decisão espiritual a ser praticada em relação a tudo e todos.
No entanto, o amor tem que ser como o de Jesus. Amor diferente do amor de Deus não é amor.
Pode-se ver Jesus escolhendo amigos livremente. No entanto, Ele nunca escolheu a quem amar. Ele amava quem Ele via e passava o Seu caminho.
Sim! Amava sempre. Amou os amigos e discípulos, mas amou a todos os inimigos.
E quando se diz que Ele amou alguém, como foi com o “jovem rico”, se o vê amando sem romance. Não! Ele ama apenas com amor, não com emoções empolgadas.
Também se vê que no amor de Jesus o objeto do amor, o “jovem rico”, mesmo amado, é deixado seguir o seu caminho de auto-engano. Afinal, o amor deixa livre sempre.
De fato, o amor não é dono de nada e nem de ninguém.
Quem ama não possui e nem é possuído.
O amor não é um encontro de serpentes famintas engolindo uma a outra.
Amar o inimigo é uma decisão, assim como amar a mulher que um dia se amou e se ama.
Entre homem e mulher o amor quase sempre surge como paixão, desejo e encantamento; porém, somente se mantém como amor mesmo, o qual não tem nada a ver com as miragens iniciais do amor embrionário, se for alimentado pela decisão de amar.
Muitas vezes ouço as pessoas dizerem que querem um amor.
Penso:
Não quer amor nada. Quer apenas um Pet para possuir e ser possuído.
Afinal, quem ama não quer nunca um amor, pois pode amar a todos, indiscriminadamente.
Quem quer um amor quer uma posse, quer um objeto, quer um domínio de propriedade humana.
Cada dia mais é minha convicção que aquele que cresce em amor cresce em tudo na vida; da mente aos atos de vida verificável.
Quem quer expandir a mente deve amar, pois, somente no amor pode-se crescer para atingir o que quer que seja nosso maior potencial nesta vida e na vida porvir.
É triste ver que as pessoas creiam que o amor é apenas um confeito de bolo fraterno e humano, sem que vejam que o amor é a própria vida, e que um ser humano estará tanto mais vivo quanto mais amar com o único amor que existe em projeção eterna: o amor de Deus, que é aquele que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta; e que jamais acaba.
O amor pode mudar de configuração conforme a relação. Porém, uma coisa que o amor não sabe é desamar.
Não há mistério. Sim! Vida é amor; e quem ama está no caminho de todas as coisas.
O amor é a síntese única de tudo o que faz a existência acontecer.
E se estamos falando da vida no espírito, nada há que possa ser real e verdadeiro sem amor.
Portanto, quem quer vida eterna, que busque amar; fazendo as decisões do amor todos os dias. Sim! Sem nunca se arrepender do amor.
Caio

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

POR QUE JESUS MANDOU PREGAR?


Por que Jesus mandou pregar o Evangelho?
Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.
Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.
Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.
O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.
Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.
Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.
O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.
Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.
É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.
É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.
É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.
Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.
Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.
Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.
O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.
É simples assim.
O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.
Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.
É ou não é?
Caio

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Você quer “tomar” do Diabo?

A presunção do crente-cristão é perdoável.

Afinal, veja o que contaram a ele:

Disseram a ele que o mundo, o cosmo, tudo o que existe, começou a não muito mais que seis mil anos; e que o homem é, de fato, um ser criado no sétimo dia de uma semana comum, de sete dias, como a semana passada foi.

E mais:

Disseram ao crente que o homem veio para fazer companhia a Deus.

Antes disso nem se pode imaginar o que era de Deus. O que também leva o crente a pensar que antes dele, até Deus estava no buraco do nada e no silencio relacional total.

Sim! É assim, pois, até os anjos são vistos pelos crentes como servos poderosos de Deus, mas sem o inexplicável charme do homem.

Porém, o máximo dessa grandeza do homem foi o fato de Deus mesmo ter se encarnado para salvar os homens que se tornarem crentes-cristãos.

Ora, isto supostamente demonstra a preferência absoluta de Deus pelos humanos sobre toda a criação, no céu e na terra.

E mais:

Esse sentimento de importância e grandeza do homem, também vem da certeza que alguns possuem de que a decisão de Deus foi a de somente salvar quem se reunir para cantar hinos para Ele pelo menos uma vez por semana; e, também, para ouvir alguns conselhos do pastor, e dar dinheiro como prova de amor prático por Deus.

Além de tudo..., também se diz ao crente que se ele não ajudar a contar a mesma história para outros, todo mundo está perdido; e que se ele disser para muita gente essa história, então, Deus dará ao homem uma mansão celestial e uma coroa com muitos diamantes ou pedras preciosas, podendo, inclusive, fazer com que tal pessoa seja mais intima de Deus "publicamente" que os demais salvos, muitos deles de categoria de galardão inferior, sendo que quanto mais oficial seja a participação do homem, assim como a de um pastor, um bispo, um apóstolo — mais elevado o individuo será; primeiro na Terra mesmo, e, depois, também nos céus de muita glória de sucesso, tudo com muito ouro e pedras preciosas.

Ou seja:

O que se diz é que se o homem contar essa história para muita gente, cantar hinos, e dizimar, então ele ficará no lugar que um dia foi de Satanás, ou Diabo, ou Lúcifer; posto que também ao crente-cristão seja dito que a queda de Satanás o tirou de um ambiente de pedras preciosas, de gloria e de muito e quase incomparável poder.

Assim, o crente-cristão acaba desejando ser aquilo que um dia o diabo foi.

E mais:

Muitos começam aqui, desde já, a busca de tais glórias e poderes.

Ora, o Evangelho diz muita coisa do que essa história diz, mas, apesar disso, não é de tal historinha que ele fala; mas sim, da possibilidade de o homem se tornar de fato homem, e, assim, tornar-se como Jesus, que, sendo Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; e, por causa disso, se humilhou, e assumiu a forma de servo, sendo reconhecido em um homem como os demais homens; e isso não por nenhum necessidade de Deus, mas apenas por eterna e desesperada carência humana.

Entretanto, isto faz do homem apenas o homem, não um deus. Aliás, não há deus, nem deuses, pois, se há Deus, nenhum deus há... Quem crê em Deus se torna ateu para tudo o mais.

Todavia, voltando ao que dizia, posso compreender a arrogância do crente-cristão que assim se torne por assim ter sido ensinado. Afinal, quem sinceramente assim sinta, ainda está longe de saber o que seja um homem e qual seja seu chamado na criação. Portanto, é apenas um crente, e não um homem andando em fé amor; pois, quem ama, naturalmente não se gloria de nada, sendo apenas grato pelo que é e pode ser se o buscar ser apenas como Jesus, o homem.

Agora, pergunto:

E se a glória do homem for a de ser servo de toda a criação, em amor, para sempre, cuidando de tudo o que ele destruiu?

Seria esse cenário um anti-clima para você?

Jesus disse que o galardão é ser Nele, no Pai, e ter a Ele e o Pai em nós, assim como é com Ele e o Pai.

Esta é a glória. Esta é a História do Significado. Este é o chamado.

Ou será que na eternidade já não se terá que ter também o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus?

Ou será que você crê que na eternidade o homem recebe consentimento para surtar como o diabo sem cair?

Ora, se você assim sentia, desista disso, pois, isso é do diabo.

Sirva a Deus apenas por nada!


Caio

terça-feira, 19 de agosto de 2008

NÃO ENTRO MAIS EM IGREJA!

NÃO ENTRO MAIS EM IGREJA! Condicionamento relacionado à culpa é coisa muito séria e persistente. Lembro do tempo em que deixei de ser "pastor local", passando a dedicar-me exclusivamente ao "ministério itinerante", quando, como nunca antes, senti a culpa de não ir "à igreja" no domingo cedo, na Escola Dominical. Ora, não se tratava de um desconforto para o qual eu não tivesse uma resposta consciente e bíblica, porém, a alma condicionada, não reconhece nem mesmo as verdades da Palavra. Assim, eu pregava a semana toda, no mínimo duas vezes por dia, mas, aos domingos de manha, eu queria descansar, já que à noite eu pregaria mesmo, de qualquer maneira. Aí, porém, morava o problema; posto que ficasse sempre aquele sentimento de culpa, como se minha ausência do lugar fosse emocionalmente semelhante a ter se distanciado de Deus. Prova disso está no simples fato de as pessoas se referirem à freqüência às reuniões como "ir à igreja". Há mesmo os que dizem que "não entram numa igreja" há muitos anos; embora eles mesmos não se sintam mais longe de Deus. "Teologicamente", todos os que estão em Deus estão na Igreja, embora, muitas vezes, não estejam em "igreja" alguma. Entretanto, a designação da experiência com a igreja como sendo algo que caiba no movimento de ir ou não ir, já demonstra o dado psicológico de que a igreja é, para muita gente, um lugar; e, portanto, quando se associa tal realidade a Deus, não ir à igreja é, no inicio, como não ir a Deus, ou como estar fora de Deus. Há o mandamento bíblico [Hebreus 13] no sentido de que não se deixe de congregar, como é costume de alguns. Ora, isto é dito em Hebreus no mesmo contexto em que se denuncia a presença ritualística aos cultos, escravizando-se a alma aos padrões antigos, infantis e pagãos. Portanto, não se diz que não ir seja um problema, mas sim se diz que o deixar de viver a vontade de encontro com os irmãos, é algo que pode dês-aquecer a alma e tirar a alegria e a exultação horizontal da pratica da fé. Quando eu sou igreja [e assim entenda!], mesmo quando não vou aos encontros, sou; e isto jamais muda em mim. Porém, quando a minha alma se desconecta do compromisso histórico da fé [que é sempre horizontal, e, portanto, com os irmãos], a primeira coisa que acontece é que se faz da não ida algo mais sério do que de fato seja; e, em tal caso, torna-se algo sério, não por não se ir ao ajuntamento, mas sim em razão de que não se vai por se julgar existir uma briga entre nós e Deus. E mais: Muitas vezes não se acha uma comunhão espiritual que justifique a saída de casa. Ora, em tal caso não se deve ir mesmo a lugar algum aonde se vá apenas para que se cumpra um rito mágico ou um dever devocional, pois, não tem sentido ou mesmo valor algum. Durante uns dois anos, entre 1984 e 1986, senti muito culpa quando os filhos iam aos domingos de manhã à Escola Dominical e eu ficava em casa cuidando do jardim e descansando. Parecia que eu estava negando a fé; e, por mais eu me dissesse que não era assim, no entanto, dado aos anos de pratica pastoral, indo aos cultos pregar e ensinar todos os domingos, o sentimento se manifestava mesmo contra os meus argumentos. Ora, é neste ponto que se percebe o quanto se está religioso. E mais: Sempre que tal culpa bate no coração não havendo razão para tal, é prova de nossa religiosidade. Não devemos deixar de nos congregar; ao mesmo tempo em que congregar-se jamais deve ser algo movido pela culpa ou pela irrazoabilidade das neuroses religiosas. Assim, se você não encontra mais onde se sinta bem para cultuar comunitariamente, ao invés de "se afastar de Deus" pela culpa da não freqüência, ame ainda muito mais a Deus e aos homens; e, desse modo, busque, sem neurose, uma boa oportunidade de encontrar os irmãos-amigos; ou, então, de iniciar uma comunhão simples com irmãos e irmãs amados e singelos no crer. Não se faça culpado de uma culpa que não existe!

Caio Fabio