terça-feira, 5 de abril de 2011

Taxiiiii!!! Quem vai?

Confissões de um ateu – não ignore um.

Nossa.... depois de ler o texto abaixo precisei de um tempo pra digerir. Mas antes que você leia, preciso deixar claro minha opinião, não sou contra os ateístas, todos tem a liberdade de acreditar ou não. Mas deixo claro que não creio como ele descreve. Mas por outro lado é essa imagem de "deus" que a relisiosidade imprime em muitos. Leia o Texto:




Após a morte, um ateu se depara com a muda onisciência divina e pergunta, simplesmente pergunta:
Você mandou seu filho para redimir seus pecados, não o dos homens. Não o mandou para salvar seu povo, mas sim sua reputação. Você mandou Jesus com algumas boas palavras sobre você, alguns truques de mágica para provar que era seu filho e o espírito de mártir com o qual os humanos viviam antes do Salvador descer à Terra. Eu morri antes de ler o antigo testamento inteiro, mas o pouco que li já foi suficiente para conhecer o déspota assassino que você sempre foi. Quantos milhões de pessoas você já matou? Quantas pessoas habitavam a terra antes do dilúvio? Quantos morreram pelas suas mãos ou pelo seu nome? Até hoje é assim. Você ainda mata diretamente as pessoas? Não há muitos indícios disso depois de Cristo. Você não quer manchar de novo a reputação que adquiriu vindo à Terra e sangrando um pouco, não é? O sangue… Você só consegue agir através de carnificina? Há alguma magia antiga no plasma sanguíneo que O faça ser mais poderoso através da morte, do sacrifício e do sofrimento? Ou é só o Seu gosto por carne fresca que faz dela a moeda de troca pela sua dádiva? “Sem derramamento de sangue não há remissão”?
 É incrível o que você fez com a mente das pessoas, fazendo com que acreditem que aquele sacrifício foi o maior ato de paixão pela humanidade que já existiu. AQUILO NEM FOI UM SACRIFÍCIO! Foi você mesmo que se fez carne e se deixou matar. Ao menos quando um homem pula em frente ao tiro que mataria sua mulher, ele permanece morto. ISSO é sacrifício. E não me venha dizer que sacrificou seu corpo físico, porque você é Deus! Você criou o universo inteiro! O que é um corpo físico pra você? Você poderia ter criado um exército de corpos físicos e destruído Roma se quisesse. Sacrifício… tchi… Se você viesse pra mim e dissesse: “Se você for espancado, chicoteado, torturado, enforcado e morto, garanto acabar com a pobreza no mundo amanhã.” Eu teria aceitado. Eu o faria. Se houvesse certeza absoluta que esse seria o resultado, eu faria. Eu seria lembrado para sempre como o homem que acabou com a pobreza. Mas se você viesse dizendo: “Ah, só um detalhe: você não só será chicoteado e torturado até a morte, mas também o ressuscitarei em menos de uma semana e você será um Deus.” Isso NÃO é um sacrifício.



Você não conseguiu controlar a humanidade através da punição direta, então tentou controlá-la pela culpa. Antes as pessoas pecavam com medo de um massacre coletivo, hoje elas pecam com culpa pela morte de um único homem. Sentem como se gritassem “Liberta Barrabás!”, mas não tiram o pau da boca sequer pra respirar. Sabe o que aconteceu? “Jesus é o cordeiro de Deus, o bode expiatório que morreu carregado com todos os nossos pecados, estamos perdoados hoje e sempre, então podemos pecar!” Foi a indulgência suprema. A igreja medieval vendia remissão de pecados, mas isso era só pra sugar o dinheiro do povo, porque, no imaginário do cristão, Jesus morreu por eles, e não é mais tão necessário tomar cuidado com o que se faz. Uma oração comum poderia ser “Valeu aí, Jesus, por ter sofrido no meu lugar. Estou salvo, mesmo sendo uma criatura filha da…”.



Você podia simplesmente ter perdoado sua criação falível. Sem jogos mortais. Ou, se isso fosse ser muito pouco simbólico pra você, Jesus podia ser um homem que sai pelo mundo abraçando as pessoas e tirando delas a culpa de viver. Isso podia durar anos, séculos até, foda-se, qual seria o problema? Ele seria seu filho. Ele seria você, tendo um contato direto com sua criação, podendo tocá-la e acolhê-la. Mas não, você precisa de sangue. Você preferiu sentir a dor das chicotadas, o peso da cruz, a pontada dos pregos. Acho que você queria saber como se sentiam os sacrifícios que você sempre exigiu. Acho também que foi por esse motivo, por sentir a dor, que você deixou de pedir sacrifícios. Perdeu a tara que tinha por eles. Mas é claro que você converteria um erro em um mérito. É próprio da autoridade fazer isso. Então você fez com que as pessoas vissem seu sofrimento. Fez com quem quase toda a humanidade conhecesse a história do seu filho e sentisse o horror da morte violenta, da tortura, da redenção. E incutindo nelas a ideia de que você estava sofrendo no lugar delas, que os pecados delas estavam sendo redimidos com o seu sangue derramado, você conseguiu fazer com que sua criação retomasse a confiança na sua figura, na sua nova figura, crucificada e martirizada, porque elas sentiram empatia pelo seu filho. Sentiram como se ele fosse realmente um irmão, e não o pai abusador, cruel e punitivo que você sempre foi.
 
Via: http://thiagomendanha.com.br

Harmonia Perfeita!

Ah que isso... é só pegar uma dúzia de taças e quero ver quem não faz esse treco... Simplesmente D+



Via http://charlezine.com/

Pra que inimigos???

Mas tem cada tonteira ... e eu ainda posto....rs

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Politicamente correto!


Gostei desse texto pacas, e no final do texto você irá entender o que vou dizer agora: Autorizo a todos os humoristas fazer piadinhas e brincadeiras com a cor da minha pela negra.

“Não faça piadas com câncer, isso ofende quem tem câncer”. “Não brinque com deficientes, eles já sofrem demais”. “Evite fazer com que um negro se sinta inferior”. Essas são as palavras do século XXI. Tem também os ecologistas que dizem que nosso mundo vai acabar, mas isso fica para outro texto. Bem, estou falando aqui do politicamente correto.


O que me motivou a escrever sobre isso


Estive por algum tempo observando a conduta dos ditos politicamente corretos e fiquei de longe. Nunca gostei daquela postura quase religiosa “eu sou melhor do que você”, mas nunca pensei em escrever sobre o assunto. Preferi observar de longe.


Porém isso mudou ontem, dia 03 de abril de 2011. Resolvi fazer um chat na Justin.tv cujo título era “Câncer, remédios e outras amenidades”. Foi um chat bem humorado, tratando o câncer com piada, já que sou humorista. Me dei esse direito, pelo fato de eu mesmo estar atualmente enfrentando um câncer, que me fez perder o rim direito e ser operado do fígado, por causa de três metástases. Além disso, o câncer chegou a invadir o coração.


Uma mulher entrou achando que eu era médico e estaria dando informações valiosas sobre o câncer. Quando descobriu que eu sou humorista e que estava tratando tudo com piada, disse que eu era idiota por brincar com isso, por ser desrespeito a quem está doente. Politicamente corretos, vocês sabiam que ver um paciente de câncer fazer piada com isso motiva outros pacientes? Sabiam que pode ser uma informação tão valiosa quanto “passe protetor solar para evitar câncer de pele”? Continuando…


Com o que se pode brincar?


Eis a questão. Ano passado, sofri um acidente de moto que me deixou com limitações consideráveis de movimentos no ombro direito. Ontem mesmo minha cunhada brincou com o meu irmão, dizendo que estacionasse na vaga de deficiente por eu estar no carro. Era apenas uma brincadeira, já que não tenho dificuldade de locomoção. Sorri. Isso não me incomodou nem um pouco. Sou um prato cheio para os politicamente corretos que querem defender os “fracos e oprimidos”. Nordestino, deficiente de um braço e paciente de câncer. Eles devem morrer de peninha de mim. Eu sou um coitado. Daqui a pouco falo sobre isso… estou adiantando as coisas.


Voltando. Parte da cura de um câncer está no seu psicológico, em manter o bom humor e nunca se abater. Quer melhor efeito placebo do que acreditar tanto que aquilo é bobagem, a ponto de fazer piadinhas e achar que tudo é uma brincadeira?


As sensibilidades são diversas… uns acreditam que se deve brincar, outros não. O que eles não entendem, é que deveriam parar de teorizar, ficar levantando conjecturas sobre o que ofende e o que não ofende e perguntar a nós! Teorias não dão conta de dizer o que nós sentimos.


Os politicamente corretos sabem como nos defender…?


Pois é. Existe um grupo superior de seres humanos que sabem muito melhor do que todos (inclusive do que nós fracos e oprimidos) como se deve tratar alguém. Está com câncer, fale com ele em tom sério e motivador. Tem deficiência física, nunca olhe para o local afetado… isso ofende. É negro, nunca mencione a cor da pele dele. Se mencionar, elogie, dizendo que é uma cor bonita. Está em um velório, não sorria.


Talvez eu esteja exagerando um pouco, não sei. O que eu sei é que as pessoas parecem querer nos defender de algo. Elas se enchem de um sentimento de “peninha”, ou “oh, tadinho dele, tão jovem” (tenho 27 anos), e acham que devem montar guarda ao nosso redor. “Ei, você. Gosta de fazer piadinha sobre câncer? Esse cara aqui ta com câncer. Vai, vai, circulando, circulando.” “Você. É homofóbico? Esse cara aqui é gay, eu tenho que defendê-lo. Fica longe, vai pra lá”.


De repente, o deficiente físico, o paciente de câncer, o negro, o homossexual etc. se tornam objetos. Não temos voz, não temos direito de gostar de um humor dito de “mau gosto”, não temos condições de nos defender. Mais uma vez, somos uns pobres coitados que merecem pena e devem ser protegidos pelos politicamente corretos, que são fortes, ousados e poderosos. Os defensores da humanidade.


E a minha voz? Senhores defensores da humanidade, escutem…


Eu estou lutando contra o câncer! Estou abatido e deprimido? Nem de longe. Preciso de gente me defendendo e ensinando às pessoas sobre como se deve e como não se deve falar do meu câncer? Não! Eu perdi um rim e não minha consciência! Eu não preciso de vocês me defendendo!


É feio tirar brincadeira com meu braço porque ele não se movimenta tão bem quanto deveria? Deixem que EU diga se é feio ou não! Parem de falar daquilo que vocês não conhecem. Vocês não sabem se uma pessoa com câncer fica triste quando alguém diz “tentou de tudo para emagrecer e não conseguiu? Tente um maravilhoso câncer!”. Vocês não sabem porque não foram vocês que caíram de 76kg para 63! Eu sei o que é isso! Eu posso falar.


E eu falo…


Meus queridos colegas humoristas, eu os autorizo a fazer piada com isso. Podem dizer que câncer é bom para os gordinhos. Eu não vou ficar tristinho. Meu ombro não se mexe bem, dói e tenho dificuldade de pegar qualquer objeto 10cm acima da minha cabeça. Queridos colegas, vocês tem meu aval para brincar com isso. Sou nordestino e pode fazer piadinhas de nordestino! Fiquem à vontade… mas é melhor se apressarem. Provavelmente eu vou fazer piada disso tudo antes de vocês.


E se eu tivesse pinto pequeno, também não me importaria que fizessem piada. Mas isso eu não tenho, que aí já seria muita filha da putice da natureza com a mesma pessoa. E quanto aos politicamente corretos defensores da humanidade, agradeço muito a boa vontade e as boas intenções (das quais o inferno está cheio), mas eu não preciso de vocês…






 


Por Alyson Vilela. – Nordestinho, lutando contra um câncer e humorista.

O que faço comigo?

O que faço comigo?

A maior perda de tempo é você fazer de ti o que não és!
Tentar ser o que não você é, isso é transgressão contra si próprio.


Somos parvos contra nós mesmo quando nos tentamos se maquiar, para se enquadrar, e ser aceito em ajuntamentos sociais.


Não arrisque ser o que não és, alias seja só você, isso mesmo do jeitinho que nasceste e cresceste.


Não se deixe falsificar a ti próprio para satisfazer outros, as mudanças que precisas fazer se é que precisas, e se necessites disso só tu poderás dizer a ti mesmo, e ninguém mais! Só modifique em ti o que achar que prejudicas a você mesmo.

É perda de tempo buscar a perfeição e a excelência, esgarrar ou errar é o que nos torna mais humanos, o que nos deixa mais arrebatado.


Proponho-lhe a discórdia contra o padrão impostos pela sociedade, quero incitar você a se divertir com seus próprios desacertos.


Então o que faço comigo? - Eu cumpro meu propósito existencial, viver sem imputação ou culpa, viver sem prescrição social, viver do jeito que quero e gosto, deixar se juntar a mim todos que me aceitarem do modo como sou, e por outro lado me juntarei com agrado aos diferentes. Ninguém precisa de analogias para andarem juntos, o que precisamos é só da cumplicidade que expeli do amor que não obra por interesse.
É isso que faço comigo!


Rogério Alexandrino